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NutriSUS beneficia mais de 36 mil crianças no CE



Projeto distribui para creches suplemento alimentar com 15 micronutrientes de combate à anemia


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Conforme alerta o Ministério da Saúde, a falta de nutrientes nos primeiros anos de vida pode prejudicar o crescimento, causar desnutrição, doenças infecciosas e respiratórias e até a morte da criança
FOTO: JOSÉ LEOMAR
Com o objetivo de reforçar o combate à anemia, comumente suscetível nos primeiros anos de vida das crianças, o Ministério da Saúde realizou, ontem, o lançamento nacional do NutriSUS. A estratégia tem como objetivo fortificar a alimentação ofertada nas creches participantes do Programa Saúde na Escola (PSE). No Ceará, 148 municípios aderiram e já receberam a suplementação, beneficiando, assim, 36.381 crianças.
Foram 2,1 milhões de sachês de vitaminas e sais minerais distribuídos em um total de 1.151 creches cearenses. As unidades que recebem a fortificação foram escolhidas pelo gestor local. Em todo o País, a ação atenderá 330 mil crianças de 6.864 creches em 1.717 municípios. O investimento total foi de R$ 7,5 milhões, e os sachês foram feitos em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e Ministério da Educação.
Conforme alerta o Ministério da Saúde, a falta de nutrientes nos primeiros anos de vida pode prejudicar o crescimento, causar desnutrição, doenças infecciosas e respiratórias e até a morte.
Uso
Cada sachê de vitaminas entregue às creches conta com 15 micronutrientes e deve ser adicionado uma vez ao dia em uma das refeições da criança. O consumo deve ser feito pelo período de 60 dias, com uma pausa de quatro meses, até a criança completar 3 anos e 11 meses. "Essa faixa etária faz parte dos grupos que apresentaram um percentual maior de anemia", esclarece a nutricionista da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Vilma Oliveira.
Segundo ela, as primeiras creches do Ceará participantes do programa receberam a suplementação ainda em 2014 e avalia como grande o quantitativo participante do Estado. "A anemia é um problema mundial. É algo que temos tentado combater, mas ainda tem sido difícil com os programas atuais, então, este veio para reforçar".
A nutricionista destaca, ainda, que apesar do problema decorrer da falta de ferro, as crianças participantes terão acesso a todos os micronutrientes necessários para um bom desenvolvimento. "Será muito melhor absorvido. A carência de vitamina também é comum nessa faixa etária, e a suplementação vai ajudar", acrescenta.
O Ministério da Saúde explica que o suplemento não altera o sabor do alimento, não causa irritação gástrica e é de fácil absorção pelo organismo. A estratégia está de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda a fortificação com múltiplos micronutrientes para aumentar a ingestão de vitaminas e minerais em crianças e já está presente ou em fase de implantação em aproximadamente 50 países.
Estimativa do Ministério da Saúde aponta que, no Brasil, uma em cada cinco crianças menores de 5 anos apresentam anemia, sendo mais frequente em menores de 2 anos. O Estudo Nacional de Fortificação da Alimentação Complementar, do Ministério em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), aponta a suplementação como capaz de reduzir em 38% os casos de anemia e em 20% a deficiência de ferro.
Nordeste
As creches que estão recebendo a suplementação nesta primeira fase do programa foram definidas levando em consideração as que têm mais de 95% das crianças com idade entre 6 meses e menores de 4 anos. A região Nordeste tem o maior número de creches participantes (4.393), em seguida, o Sudeste (1.233), a região Sul (599), Norte (353) e o Centro-Oeste (286). Para 2015, o Governo Federal prevê um investimento de R$ 12,5 milhões para a compra de 40 milhões de sachês.
Cada unidade é composta pelas vitaminas A RE, D, E TE, C, B1, B2, B6, B12, além de niacina, ácido fólico, ferro, zinco, cobre, selênio e iodo. A produção dos sachês no Brasil foi possível graças à parceria para o desenvolvimento produtivo entre o grupo de laboratórios EMS/DSM/NPA e o Laboratório Farmacêutico da Marinha do Brasil (LFM).
Renato Bezerra
Repórter

FONTE: Diário do Nordeste
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