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Ceará é o 2º estado brasileiro que mais aplicou multas com novas regras

Em todo o Brasil, foram 5.372 motoristas autuados (Foto: Rodrigo Carvalho/O Povo)
O Ceará foi o segundo estado brasileiro que mais registrou as infrações de trânsito encarecidas em até 900% por lei no começo deste mês. No dia 1º, foram alterados 11 artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), aumentando a punição a motoristas infratores. Nos seis primeiros dias de novembro, foram 530 autuações do tipo no Estado, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

As ultrapassagens indevidas foram as irregularidades mais cometidas nos trechos cearenses das rodovias federais. Foram 270 autuações por ultrapassagem pelo acostamento e 241 por ultrapassagem em curvas, faixa contínua, aclives, declives, pontes, entre outros. Além disso, 18 motoristas serão notificados por forçarem passagem entre veículos e um por participação em rachas/exibição de manobras.

Em todo o Brasil, foram 5.372 multas. O Rio de Janeiro liderou a relação, com 636. Minas Gerais (510), Paraná (487) e Bahia (381) foram outros estados com mais ocorrências.

De acordo com avaliação da PRF, o balanço da primeira semana não surpreendeu. Porém, o chefe do núcleo de comunicação da PRF no Ceará, Alexsandro Batista, explicou que ainda é cedo para avaliar os impactos da lei. “Foi apenas a primeira semana. A gente espera mudança a longo prazo, e não imediata. Avaliar só será possível quando tivermos parâmetros consolidados”, afirma.

O porta-voz relembra que os infratores só receberão as primeiras notificações em dezembro, já que há um prazo de 30 dias para o envio das multas. “O trabalho nacional de divulgação e campanha atinge o condutor que cumpre as regras. Mas há motorista que só é alcançado através de penalidade”.

A lei nº 12.971 elevou o valor de multas em até 900% e endureceu as penalidades nos casos de homicídio ou lesões graves. Os acidentes provocados por essas infrações são responsáveis por 33% das mortes nas rodovias federais. A expectativa da PRF é reduzir os acidentes pela metade até 2020.

Fonte: O Povo / Miséria
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