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Profissionais são qualificados no Ceará

Médico coloca equipamento de proteção na ala de isolamento do Hospital Donka, em Conacri, onde as pessoas infectadas com o vírus Ebola estão sendo tratadas (Foto: Cellou Binani/AFP)
 Com o aumento de casos de contaminação pelo vírus do ebola em vários países e após a suspeita da chegada da doença ao Brasil, a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa) afirma tomar as devidas providências para tratar qualquer caso que possa chegar no Estado.

De acordo com a assessoria do órgão, já foram realizadas diversas capacitações com profissionais de todos os hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas. “No Ceará, o Hospital São José, como unidade de atendimento a pacientes com doenças infecto-contagiosas, foi o primeiro a capacitar os profissionais. Ele é a referência para o recebimento de suspeitas de ebola”, afirma nota.

A Sesa orienta que, ao sentir algum sintoma do vírus, o paciente deve encaminhar-se imediatamente a qualquer posto de atendimento, informando ao profissional da saúde que esteve em países onde há a presença do vírus ou teve algum contato com pessoas infectadas. “Em seguida, a vigilância epidemiológica de Fortaleza será comunicada, tão logo a do Estado e, sucessivamente, o Ministério da Saúde, para que a suspeita seja notificada no País”, acrescenta.

O infectologista Ivo Castelo Branco lembra que os primeiros sintomas da doença são bastante parecidos com os sinais de outras enfermidades, podendo ser facilmente confundida. “Por isso, a extrema importância de avisar ao médico as condições que esteve submetido”, certifica.

Caso seja constatada a infecção, o paciente é transferido para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, centro capacitado para atender e tratar pacientes infectados pelo vírus do ebola que entrarem no Brasil.

Apesar do grande contingente de pessoas infectadas, quase 8.400 casos no mundo todo, o infectologista afirma que a doença não possui fácil disseminação, visto que a contaminação só ocorre após o contato com algum fluido da pessoa doente.

“O mundo inteiro está em alerta porque se faz necessário. Mas o vírus só é transmitido se a pessoa tiver contato com secreção infectada. Tanto que, na maioria dos casos, quem adoece são os familiares que querem cuidar do paciente, ou mesmo os profissionais que estão lidando diretamente com aquele caso”, diz.

Exame

Segundo Castelo Branco, o exame laboratorial, em que são colhidas as secreções do paciente, não é eficaz. Ele conta que o vírus só poderá ser detectado se o indivíduo já apresentar os sintomas. “Além disso, não é um resultado rápido, ficando pronto em até 48 horas”, acrescenta.

O período de incubação do vírus no organismo pode variar de dois até 21 dias. Os pacientes tornam-se contagiosos apenas quando começam a apresentar os sintomas. A confirmação dos casos de ebola é feita por exames laboratoriais específicos.

Não existe tratamento para o ebola. Testes experimentais são realizados em outros países. Porém, ainda não há drogas contra o vírus no Brasil. O início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta são os primeiros sinais de contaminação.

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria
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