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Dilma lança plano de agronegócio e critica antecessores: "era difícil fazer uma política de crédito"



Incentivo ao agronegócio saltou de R$ 15 para R$ 156 bi, diz Dilma Roberto Stuckert Filho/19.05.2014/PR
A presidente Dilma Rousseff anunciou, nesta segunda-feira (19), um incentivo de R$ 156,1 bilhões para o PAP (Plano Agrícola e Pecuário) 2014/2015. O valor é 14,6% maior do que o anunciado no plano anterior. Ao anunciar os investimentos, a presidente aproveitou para criticar os governos anteriores aos três mandatos do PT.
— É importante que a gente lembre o passado. No passado, tivemos uma situação bastante diferente. Lembro, no inicio do governo Lula, a dificuldade que era para fazer uma política de crédito. Lembrar o cenário de 12 anos atrás nos ajuda a ter dimensão mais precisa do que discutimos juntos.
Segundo Dilma, o crescimento de 1,6% da safra 2013/2014 em relação ao período anterior mostra que a “confiança transformou-se em mais que uma certeza, transformou-se em realização”. A presidente comparou os investimentos do último ano do governo FHC ao do último plano anunciado por ela.
— No plano anterior ao presidente Lula foram R$ 15 bi, na atual R$ 136 bi e vamos ultrapassar chegando a R$ 156 bi.

Em relação estremecida com o setor, que cobra mais incentivos para as áreas de infraestrutura e ameaça não apoiar reeleição da presidente, Dilma afirmou ter "certeza que o lançamento do plano é momento importante, porque é fruto desse diálogo".
Entre as reivindicações atendidas, está o aumento do limite de financiamento para comercialização de sementes. As taxas de juros mais baixas que as oferecidas pelo mercado para contratação de crédito também foram mantidas para modalidades como armazenagem para cerealistas, que reclamam da falta de locais adequados para guardar a produção.
Dilma aproveitou para reafirmar a política de juros dos governos petistas.
— Antes os juros para o setor eram de 8,75% e, hoje, é de 4% a 6,5%. Juros controlados é uma realidade que viabiliza as políticas para esse setor.
Segundo o Ministério da Agricultura, o planejamento dá atenção especial aos médios produtores, setor de florestas comerciais, inovação tecnológica e pecuária de corte. A presidente tenta garantir apoio do setor, que descontente com as medidas tomadas para melhorar infraestrutura, resiste à reeleição da petista.
O ministro da Agricultura, Neri Geller afirmou que o setor foi ouvido antes de o plano ser fechado: "Todas as demandas foram contempladas na íntegra".

Fonte: R7
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