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Bioquímico estuda usar o DNA para alongar a vida

Idealizador. Bioquímico norte-americano Craig Venter é um dos responsáveis pelo sequenciamento do genoma humano. (Foto: Thor Swift/the New York Times - 10.7.2007)
Um dos responsáveis pelo sequenciamento do genoma humano, o bioquímico norte-americano Craig Venter tem uma meta ambiciosa: criar condições para que a maioria das pessoas consiga chegar até os 100 anos – e em boa saúde.

Para isso, ele anunciou nesta semana que está criando uma nova empresa, a Human Longevity Inc (HLI), que irá sequenciar 40 mil genomas por ano e oferecerá alternativas para antecipar o tratamento das doenças e conhecer melhor os erros e mutações acumulados pelas células através dos anos.

A empresa, que já arrecadou US$ 70 milhões (R$ 161 milhões) – a maior parte vindo de contribuições privadas –, deverá ser a maior instalação de sequenciamento do genoma humano no mundo.

A ideia é mapear o genoma de indivíduos saudáveis ou com diferentes tipo de enfermidades, desde crianças a centenários. Combinando dados clínicos e pessoais dos pacientes, cujo DNA será mapeado, a tecnologia lançará luz sobre as causas moleculares e celulares do envelhecimento e as enfermidades relacionadas à idade, como câncer e doenças cardíacas. Além de informações sobre o genoma, a empresa vai coletar dados sobre bioquímicos e lipídios que circulam no corpo dos pacientes.

“Nosso objetivo é fazer com que os 100 (anos) sejam os novos 60”, disse em entrevista coletiva o cofundador da empresa, Peter Diamandis, acrescentando que o projeto terá dois pilares, o envelhecimento e a longevidade.

Comercial. Venter admite que seu projeto tem um caráter comercial. Em relação ao uso dos dados, garantiu que “sempre protegerá as informações pessoais dos pacientes”, ainda que parte da informação genômica coletada fique disponível para a comunidade científica.

Segundo o cientista, o avanço da tecnologia de DNA, agora capaz de realizar sequenciamentos clinicamente orientados de forma maciça, foram decisivos na criação do projeto.

“Estive esperando 13 anos para que a tecnologia chegasse à escala necessária para que a genômica tivesse um impacto significativo”, disse Venter, em entrevista para a revista de negócios norte-americana “BusinessWeek”. “Acabamos de ultrapassar essa linha”, completou.

Fonte: O Tempo / Miséria
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