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Dilma Rousseff empossa quatro novos ministros nesta segunda-feira

A presidente Dilma Rousseff vai dar posse, nesta  segunda-feira (3) a quatro ministros que assumem na primeira etapa da reforma ministerial. Aloizio Mercadante tomará posse na Casa Civil, José Henrique Paim vai para Educação, Arthur Chioro, para a Saúde, e Thomas Traumann será empossado na Secretaria de Comunicação Social.

A cerimônia vai ser às 11h no Palácio do Planalto. Parlamentares e outros ministros também vão participar do evento.

Dilma Rousseff iniciou na última quinta-feira (30)  as mudanças no ministério. Além de substituir ministros que serão candidatos nas eleições de 2014, a presidente também pretende acomodar partidos da base aliada que não estão na Esplanada para garantir o tempo dos aliados na propaganda eleitoral de rádio e televisão. A presidente estuda como incluir legendas como PTB, Pros e PSD e ainda ampliar o espaço do seu principal aliado, PMDB, que reclama por mais pastas na Esplanada.

Trocas

A ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann deixa a pasta para concorrer ao governo do Paraná. Em 2013, em café da manhã com jornalistas, a então ministra já havia dito que teria pedido à Dilma para sair já em janeiro, para poder se dedicar à campanha.

Para sucedê-la, Dilma escolheu Aloizio Mercadante, que além de coordenar os principais projetos do governo terá a missão de fazer a interlocução entre o Palácio do Planalto e a equipe de campanha à reeleição da presidente.

Já para o Ministério da Educação, Dilma optou por uma solução técnica, José Henrique Paim, que vinha exercendo o cargo de secretário-executivo da pasta. Com isso, a presidente pretende manter o estilo da gestão do MEC em projetos como, por exemplo, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A última troca, confirmada somente na sexta-feira, foi na Secretaria de Comunicação Social, de onde sai Helena Chagas para assumir o ex porta-voz da Presidência, Thomas Traumann.

Aloizio Mercadante

Aloizio Mercadante nasceu em Santos (SP), em 13 de maio de 1954. Ele se formou em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). O novo chefe da Casa Civil tem mestrado e doutorado na área econômica e é professor licenciado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas.

A vida política de Mercadante começou em 1975, quando ele foi presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. Foi ainda presidente da Associação de Professores da PUC-SP e vice-presidente da Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (Andes).

Mercadante é um dos quadros do PT que fez parte da fundação da sigla. Em 1982, foi coordenador de programa de governo e de campanha ao governo de São Paulo. Em 1989, 1994 e 1998, coordenou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, sendo que, em 1994, foi vice na chapa de Lula.

O novo ministro da Casa Civil foi deputado federal por São Paulo por dois mandatos (entre 1991 e 1995, e entre 1999 e 2003) e senador, entre 2003 e 2010. Nesse período, foi líder de governo, líder do PT e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos. Como deputado, participou da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Collor e do Orçamento.

Em 2010, o petista foi candidato ao governo de São Paulo, mas perdeu para o opositor tucano, Geraldo Alckmin. Após a derrota, Mercadante foi convidado, por Dilma Rousseff, a assumir o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

José Henrique Paim

Paim ocupou o cargo de secretário-executivo da pasta desde a gestão de Fernando Haddad, que deixou o ministério em 2012 para concorrer à prefeitura da capital paulista. Paim foi o escolhido como uma solução "técnica" para a sucessão de Mercadante, para dar continuidade aos projetos do antecessor.

O novo ministro da Educação é economista, com pós-graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Gaúcho, ele nasceu em 1966. Paim foi também subsecretário da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, em 2002. Ele foi presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Paim é réu em uma ação civil pública por suspeita de irregularidades em um convênio de R$ 491 mil com a ONG Central Nacional Democrática, para alfabetizar jovens e adultos, na época em que era presidente do FNDE. Auditores do Tribunal de Contas da União identificaram falhas na prestação de contas, como a falta de documentos que comprovassem os pagamentos. Em 2009, o tribunal aceitou a alegação de Paim de que teria sido induzido ao erro.

Arthur Chioro

Médico concursado da Prefeitura de Santos (SP) desde 1989, Chioro já havia trabalhado no Ministério da Saúde anteriormente. Ele retorna à pasta nove anos após ter exercido o cargo de diretor do Departamento de Atenção Especializada da pasta entre 2003 e 2005.

Chioro se formou pela Fundação Serra dos Órgãos e especializou-se em medicina preventiva e social pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Anos depois, tornou-se mestre e doutor em saúde coletiva, cadeira que leciona na Faculdade de Fisioterapia Unisanta e na Faculdade de Medicina (Unimes). É também pesquisador na área de planejamento e gestão em saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em São Bernardo do Campo, o petista integra o primeiro escalão da prefeitura desde o primeiro mandato do atual prefeito Luiz Marinho, que foi eleito em 2008 e reeleito em 2012. Marinho é ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem mantém amizade próxima.

Chioro também deixa o cargo de presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, que agora será ocupado pelo vice-presidente da entidade, Fernando Monti.

Thomas Traumann

O novo ministro nasceu em 29 de julho de 1967, em Rolândia (PR). É formado em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná.

Em 2008, Traumann deixou as redações de jornal para trabalhar na área de assessoria de imprensa. Dois anos depois assumiu a assessoria do então ministro da Casa Civil, Antônio Palocci. Em seguida, exerceu o cargo de assessor especial da ministra Helena Chagas, na Secretaria de Comunicação Social até que, em 2012, foi nomeado porta-voz da Presidência.

Como porta-voz, Traumann foi ganhando a confiança da presidente. Despachos com o chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, se tornaram frequentes. No ano passado, Traumann assumiu o gabinete digital da presidente e capitaneou o retorno de Dilma às redes sociais. O papel como auxiliar de Dilma na internet foi um dos fatores que contaram para que ele assumisse a Secretaria de Comunicação.

Fonte: G1 / Miséria
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