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Ceará dispõe de mais de R$ 4 bilhões contratados para combater a estiagem

O ministro Francisco Teixeira visitou ontem as obras em Mauriti (Foto: Divulgação)
O Ceará dispõe de mais de R$ 4 bilhões contratados para combater a estiagem. A afirmação foi dita pelo ministro interino da Integração Nacional, Francisco Teixeira, ontem, em entrevista ao O POVO. “A disponibilidade de recursos federais para obras hídricas passa de R$ 3 bilhões. As medidas emergenciais, como carros-pipa, cisternas, Bolsa Safra, entre outros, chegam a R$ 1 bilhão”. Os valores, segundo o ministro, estão pactuados entre o Governo Federal e o Governo do Estado.

Entre as obras de infraestrutura permanente estão a construção de açudes, adutoras, além das barragens de Barreira, em Alto Santo, e Fronteira, em Crateús. “Fronteira terá capacidade para comportar 450 milhões de metros cúbicos de água”, ressalta.

Os recursos são oriundos do Ministério da Integração Nacional e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O projeto de Integração do São Francisco, associado à construção de barragens, assim como o Cinturão das Águas, permitirá dar maior segurança para enfrentar a estiagem”, reforça.

Teixeira ressalta que com a obra de transposição do Rio São Francisco, haverá o aumento do volume de água de algumas bacias hidrográficas do estado . “Vai aumentar a garantia de água nas Bacias do Jaguaribe, Região Metropolitana e Banabuiú.”

Visita
Durante a visita técnica realizada ontem ao Eixo Norte - que contempla os municípios cearenses de Jati, Brejo Santo e Mauriti, além do interior de Pernambuco - Teixeira se mostrou otimismo em relação às obras.

“Avançamos no Eixo Norte mais de 14% em 2013. Temos condições de avançarmos 25% em 2014 e outros 25% em 2015”, ressaltou. Os prazos das obras, segundo ele, serão obedecidos.

“É perfeitamente compatível com nosso planejamento ter o empreendimento pronto no final de 2015”. De acordo com o ministro as obras do Eixo Norte estão acima de 50%. Atualmente 52,2% dos trabalhos totais de transposição do São Francisco foram executados. O investimento do projeto chega a R$ 8,2 bilhões.

Otimismo
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Flávio Saboya, ressalta que a transposição resolverá um dilema crônico enfrentando pelo semiárido cearense. “É uma luz no horizonte que atende dois importantes eixos do interior, que é salvar as atividades econômicas do semiárido e ter água suficiente para abastecer o homem”, afirmou.

Sobre as chuvas de início do ano, Saboya crê que elas adiem temporariamente o problema da diminuição dos estoques de forragem para alimentação dos rebanhos. “A partir de maio e junho teremos o quadro se agravando”, alertou.

Fonte: O Povo / Miséria
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