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Crescem em 1.720% os casos de sífilis congênita em 10 anos no Ceará

Pré-natal é uma das formas de prevenção para combater o avanço da doença (Foto: Divulgação)
O Ceará teve um crescimento de 1.720% dos casos de sífilis congênita entre 2002 e 2012, é o que apontam dados apresentados, nesta terça-feira (18), pela Secretaria Estadual de Saúde do Estado (Sesa). A doença é caracterizada pela transmissão da sífilis (doença sexualmente transmissível) de mãe para filho durante a gestação, na maioria dos casos, nas primeiras 10 semanas da gestação.

Em 2011, o Ceará chegou a ter uma média de 7 casos confirmados a cada mil crianças nascidas vivas, sendo considerado o segundo estado no Brasil com maior número de casos, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, que registrou 9 ocorrências a cada mil nascidos vivos. Ainda no Nordeste, em 2011, completam a lista dos estados com maior incidência da doença: Sergipe (6,7), Alagoas (5,9), Rio Grande do Norte (5,4) e Pernambuco (4,9).

De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2011, no país, as maiores proporções de casos de sífilis congênita ocorrem em crianças cujas mães têm entre 20 e 29 anos de idade (52,7%), possuem escolaridade entre a 5ª e a 8ª série incompleta (25,8%), e realizaram pré-natal (74,5%). Dentre as gestantes que fizeram o pré-natal em 2011, 86,6% foram diagnosticadas com sífilis durante a gravidez, e só 11,5% tiveram seus parceiros tratados.

ATUAL - De acordo com informações da Sesa, em 2013, já foram confirmados 511 casos de sífilis congênita no Ceará. A preocupação com a doença, segundo o coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Manoel Fonseca, é a não procura por parte das mães para fazer o pré-natal. "Ano passado metade dos casos registrados no Ceará só foram descobertos no momento do parto", afirma.

Fonte: NE10 / Miséria
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