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Faturamento da indústria cearense cresce 23,5% em julho, mas desemprego aumenta

Indústria têxtil cearense puxou o aumento do faturamento no setor (Foto: Diálrio do Nordeste)
Se reestruturando após o período da Copa do Mundo, o setor industrial cearense apresentou alta de 23,5% em seu faturamento no mês de julho, em comparação a junho, conforme a pesquisa dos Indicadores Industriais, divulgada nesta terça-feira (16). O levantamento, que é realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (INDI), também apontou crescimento nos indicadores da utilização da capacidade instalada e das horas trabalhadas, mas registrou queda na geração de empregos.

Após apresentar uma variação negativa durante o período do Mundial, o faturamento real das indústrias cearenses apontou uma expansão de 23,5% em julho, resultado superior à média do Brasil (5,6%). Os setores têxtil e vestuário comandaram o crescimento do faturamento no Ceará. Alimentos, minerais não metálicos, químico, calçados e metalúrgica foram os demais setores estudados.

Em julho, a indústria do Ceará utilizou, em média, 82,6% de sua capacidade instalada total de produção, acima do apresentado em junho (79,8%), mas inferior ao mesmo período de 2013 (88,2%.). Contudo, os valores também foram superiores à média nacional, que ficou em 81,4%. Em relação às horas trabalhadas, a indústria apresentou alta de 8,6% a junho, porém o acumulado do ano registra um decréscimo de 10,3%, desempenho inferior ao do Brasil (-2,3%).

Apesar de um maior faturamento e de uma maior utilização da capacidade da indústria, o mercado de trabalho apresentou desaquecimento. O mês de julho apontou uma queda de 0,7% no nível de emprego em relação a junho. A queda em relação ao mesmo período de 2013 foi ainda maior, com uma variação de -4%. A massa salarial real também apresentou índices negativos, registrando queda de 1,2% em relação a junho e de 7,7% em relação a julho de 2013.

A expectativa do setor, porém, é de representativo crescimento nos últimos meses de 2014, a fim estabilizar os indicadores industriais. "As nossas expectativas é que no último trimestre do ano a indústria apresente crescimento e possa fechar o ano com estabilidade nos indicadores", ressalta Guilherme Muchale, economista da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria
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