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Campanha no CE alerta sobre Mal de Alzheimer

Cerca de 60% dos idosos no Ceará sofrem de Mal de Alzheimer, segundo a Abraz-CE. A doença neurológica é degenerativa, progressiva e irreversível (Foto: Diário do Nordeste)
Uma doença cada vez mais presente, o Mal de Alzheimer atinge, em sua maioria, idosos. Com o envelhecimento da população, a enfermidade ganha espaço, mas ainda não se sabe ao certo os motivos do seu desenvolvimento. Por ocasião do dia mundial desta patologia, no próximo domingo (21), a Associação Brasileira de Alzheimer - Regional Ceará (Abraz-CE) preparou uma programação de quatro dias para sensibilizar a população, entidades públicas e privadas de saúde e profissionais da área sobre o problema.

Do dia 18 a 21, serão ministrados cursos e fóruns. As abordagens vão desde o diagnóstico da doença, fases, tratamento e prevenção. Com o tema "Demência: podemos reduzir o risco?", a Abraz-CE também realiza a II Caminhada da Memória, no próximo domingo, às 8h, na Avenida Beira-Mar. "O intuito é promover eventos para chamar atenção sobre a doença. Os cursos serão para cuidadores dos enfermos", revela a diretora científica da Abraz-CE, Elcyana Bezerra.

Ela também assegura que o movimento tem o objetivo de reivindicar os direitos dos cidadãos portadores da doença. "Queremos chamar atenção para esse mal, não podemos deixar que essas pessoas fiquem sem assistência adequada para minimizar os efeitos da enfermidade. Esta é uma doença que não afeta somente o doente, mas toda a família", avalia.

Diagnóstico

De acordo com a Abraz-CE, cerca de 60% dos idosos no Ceará sofrem de Mal de Alzheimer, uma enfermidade neurológica degenerativa, progressiva e irreversível, que começa de forma insidiosa, e se caracteriza por perdas graduais da função cognitiva, distúrbios de afeto e comportamento.

Nos estágios iniciais, é comum a perda de memória esporádica e dificuldades na aquisição de novas habilidades, evoluindo gradativamente com perdas cognitivas importantes, chegando a afetar seu desempenho nas atividades cotidianas.

O passo mais importante para minimizar os efeitos da doença é a identificação precoce. "O segundo é mostrar que não é mais um distúrbio de algumas famílias. Até pela questão do envelhecimento, o Alzheimer se tornou mais visível", afirma Elcyana.

Um em cada três casos de demência poderia ser evitado, segundo levantamento da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha. São considerados fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença diabetes, hipertensão na meia-idade, obesidade na meia-idade, sedentarismo, depressão e tabagismo.

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria
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