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Ceará é o 8º em casos de câncer no Brasil



Em números absolutos, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Ceará ocupa a segunda posição do Nordeste e a oitava do País. Neste ano, o Estado deve registrar 2,3 mil novos casos de câncer de próstata e mais dois mil de mama. Os dois tipos são os que mais vitimam homens e mulheres cearenses. Os dados do Inca servem como alerta para a procura pelo diagnóstico precoce e tratamento.

Em Fortaleza, a situação é semelhante, com mais 850 ocorrências de câncer de mama e outras 640 de próstata. Ainda de acordo com o Inca, 20 mil novos casos serão contabilizados no Estado com diferentes tipos da enfermidade.

No Nordeste, a incidência de câncer entre homens deve atingir 174,64 novos casos a cada 100 mil homens. Já entre as mulheres, essa taxa deve ser de 180,61. Segundo o Inca, destaca-se o alto risco de câncer de estômago no Ceará: 17,23 a cada 100 mil para homens e 10,43 a cada 100 mil para mulheres.

O câncer de colo do útero está em segundo lugar no Ceará em relação às mulheres. O Inca aponta que serão mais 980 casos este ano, sendo 280 em Fortaleza. Nos homens e mulheres, os tipos que atingem a traqueia, brônquio e pulmão também são preocupantes. Em 2014, 510 pessoas do sexo masculinos serão atingidos, com 160 somente na Capital cearense.

Disparidade

Segundo um artigo assinado por mais de 70 especialistas na revista norte-americana especializada Lancet Oncology, o diagnóstico tardio e problemas no acesso a tratamento são as principais causas para a disparidade dos números. O artigo chama atenção para comportamentos considerados de risco em relação ao câncer, incluindo vidas mais sedentárias, alimentação menos saudável e consumo maior de cigarros e de álcool.

A exposição das pessoas ao sol sem proteção e a poluição interna gerada pela queima de combustíveis sólidos também são apontados como fatores que devem contribuir para o aumento no número de casos de câncer na região na próxima década.

O presidente da Sociedade Cearense de Cancerologia, Luiz Porto, diz que a idade continua sendo um dos mais importantes fatores de risco. Cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.

O médico também chama atenção para a situação do câncer de próstata no Ceará, que se agrava porque o diagnóstico é feito quase sempre tardiamente, quando a neoplasia já está em estágio avançado.

Um dos sintomas que a doença apresenta são problemas para urinar, nos casos benignos. Os malignos, porém, na fase inicial, não provocam sintomas. O homem acima de 45 anos deverá fazer o quanto antes exames de prevenção. Contudo, se possui histórico de câncer de próstata na família, o recomendado é que os exames comecem a ser realizados a partir dos 40 anos. A prevenção é feita através de dois exames: o clínico (toque retal) e o de dosagem do antígeno prostático específico (PSA).

O urologista João Miguel Lins Júnior assegura que o câncer de próstata é curável, desde que seja diagnosticado em fase inicial. “É importante não ter medo ou preconceito”, afirma o médico especialista.

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria
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