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Brasil é prata em Olimpíada de Astronomia e Astrofísica

Os brasileiros também receberam dois bronzes individuais e três menções honrosas na competição que reuniu 183 estudantes de 42 países (Foto: Divulgação/Portal Brasil)
Os brasileiros que participaram da 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês) retornaram ao País com uma vitória inédita: a medalha de prata na prova de equipe.

A competição ocorreu entre os dias 1º e 11 de agosto, na cidade de Suceava, na Romênia. Os brasileiros também receberam dois bronzes individuais e três menções honrosas na competição que reuniu 183 estudantes de 42 países.

O time é composto por Allan dos Santos Costa, Daniel Charles Heringer Gomes, Daniel Mitsutani, Felipe Vieira Coimbra e Pedro Guimarães Martins. Os líderes da equipe são os astrônomos Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos e Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast/MCTI).

Na prova individual, os alunos resolveram um problema de dinâmica orbital: eles tiveram 90 minutos para calcular a trajetória de dois mísseis que deveriam atingir um asteroide em rota de colisão com a Terra e salvar o nosso planeta. Para isso, só puderam utilizar os materiais contidos em uma caixa, como réguas, massa de modelar e barbante.

Preparação

Os estudantes conseguiram a classificação para a IOAA por meio de bons resultados na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), provas seletivas realizadas pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) e pelo Mast e, finalmente, uma prova presencial que indica a seleção final.

Antes da viagem à Europa, eles participaram de dois treinamentos intensivos com astrônomos e especialistas, na cidade de Passa Quatro, no Sul de Minas Gerais. A programação foi dividida em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com e sem instrumentos, resolução de exercícios e realização de provas simuladas.

O grupo também contou com um planetário digital móvel cedido pelo Mast para estudar o céu do Hemisfério Norte por meio de projeções. Também aprenderam a montar e a manusear dois diferentes tipos de telescópios. Antes de embarcarem, os estudantes revisaram lições importantes sobre o céu do Hemisfério Norte no Planetário de Santo André (SP).

Histórico

Para chegar à competição internacional, os estudantes precisaram vencer as Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astrofísica (OBA) e a Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog), eventos abertos à participação de escolas públicas ou privadas, urbanas ou rurais, sem exigência de número mínimo ou máximo de alunos, os quais devem preferencialmente participar voluntariamente. Participaram da OBA e da Mobfog alunos do primeiro ano do ensino fundamental até alunos do último ano do ensino médio.

Fonte: Portal Brasil / Miséria
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