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Ceará gera 3,1 mil postos formais; País tem pior maio em 22 anos

O Estado foi o segundo no Nordeste em número de empregos celetistas, atrás apenas da Bahia, com 8.205 novas vagas. (Foto: Reprodução/Internet)
Apesar de ter gerado 28,7% empregos formais a menos que no mês anterior, o Ceará apresentou, em maio, um resultado positivo no que diz respeito à criação de vagas com carteira assinada. Isso porque, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Estado gerou 3.178 postos no período - o maior patamar para o mês desde 2010. Ante o crescimento de maio do ano passado, o avanço foi de 58%.

No Nordeste, o desempenho do Ceará em maio foi o segundo maior entre os nove estados da região, já que quem mais gerou empregos formais foi a Bahia, com a criação de 8.205 novos postos, número que foi bastante impulsionado pelas contratações no setor de serviços e agropecuária. O que também chamou atenção foi o resultado muito ruim registrado em Pernambuco, que eliminou, somente no mês, 10.706 vagas. Alagoas (-8.580), Sergipe (-524) e Rio Grande do Norte (-406) também apresentaram resultados negativos, segundo o Caged.

Serviços puxam novamente

A exemplo do que vem acontecendo nos últimos meses, o setor de serviços foi quem mais contribuiu para o desempenho positivo do Ceará em maio, tendo em vista que, conforme o Caged, 2.415 postos formais foram gerados pela atividade no mês passado. Outro setor que se destacou foi a construção civil cearense, com a criação de 1.203 empregos celetistas no período.

Em contrapartida, a indústria de transformação eliminou 684 vagas e o comércio, tradicionalmente um setor que contrata bastante, criou apenas 165 vagas.

Pior maio desde 1992

Se no Ceará a criação de novos postos foi positiva, no País a geração de empregos formais em maio foi a mais baixa para o mês nos últimos 22 anos - pouco mais de 58 mil postos de trabalho, resultado de 1.849.591 admissões e 1.790.755 demissões. Saldo pior do que esse foi registrado em maio de 1992, com a criação de 21,5 mil empregos.

Segundo o Caged, o fraco desempenho do mercado de trabalho em maio se deve em grande parte às demissões no setor da indústria de transformação, que registrou 28,5 mil postos fechados. Conforme o MTE, as áreas que contribuíram para o mau desempenho do setor foram a indústria mecânica, com 6,6 mil demissões, a de material de transporte (-5,3 mil) e a de produtos alimentícios (-4,8 mil).

Melhores resultados

Nacionalmente, a agricultura e o setor de serviços foram as atividades com os melhores resultados - mais de 44 mil e 38 mil contratações, respectivamente. Na agricultura, os destaques positivos foram no cultivo de café (27 mil postos), laranja (quase 7 mil) e cana-de-açúcar (6 mil). Em serviços, os destaques positivos foram nas áreas de alojamento, alimentação e serviços médicos e odontológicos.

No total, de janeiro a maio deste ano, somam-se 545 mil postos de trabalho formais criados no Brasil. De acordo com o MTE, a expectativa do governo para o ano é de uma geração de 1,5 milhão de novas vagas, apesar do resultado fraco registrado nos últimos dados do Caged.

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria
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