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Estudo revela que florestas tropicais no CE se adaptam às mudanças do clima

O estudo do pesquisador francês, Vincent Montade, busca entender como essas áreas mantiverem-se preservadas apesar do clima semiárido do CE. (Foto: Divulgação/Funceme)
Um estudo realizado pelo pesquisador francês Vincent Montade, em parceria com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), analisou bio-indicadores da Serra de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e concluiu que as florestas tropicais têm sobrevivido apesar das mudanças climáticas abruptas nos últimos 5.000 anos, o que demonstra sua capacidade de adaptação.

O pesquisar francês, interessado em entender como estas áreas mantiverem-se preservadas apesar de 84% das áreas do Ceará apresentarem clima semiárido, realizou uma análise paleo-ambiental do solo na Serra de Maranguape, em parceria com a Funceme, o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD-França) e a Universidade Federal do Ceará (UFC).

O resultado foi publicado no artigo "Olhando para o passado para compreender o futuro: Variabilidade Climática no Quaternário e Respectivas Respostas da Biodiversidade na Região Nordeste do Brasil", em tradução para o português.

“O estudo das mudanças da vegetação e do clima no passado, são exemplos para melhorar a compreensão da dinâmica da vegetação e da mudança climática no futuro para antecipar e adaptar as políticas de gestão e conservação”, explica o pesquisador.

O artigo, publicado na revista Journal of Biogeography, mostra a variabilidade climática durante os últimos 5.000 anos e respectivas respostas da biodiversidade das florestas tropicais.

Segundo conclusões do pesquisador, apesar da capacidade de adaptação destas florestas, Vicent Montade alerta que as perturbações humanas na Serra de Maranguape podem enfraquecer a resistência dessa biodiversidade dentro de um cenário de aquecimento futuro do clima.

“É fundamental promover áreas de conservação e minimizar as perturbações antrópicas que possam perturbar a composição da vegetação”, esclareceu Vicent Montade.

O verde do sertão

Apesar de ter 84% de sua área em clima semiárido, O Estado do Ceará ainda preserva resquícios de florestas tropicais em áreas serranas, com altitude, temperatura e umidade propícias à resistência desse microclima.

A presença dessas florestas na região contribuem para a manutenção dos recursos hídricos e da biodiversidade, importantes para os recursos naturais e agrícolas que servem à população local.

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria
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