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Brasileiros são mais dispostos a trocar de operadora de celular, diz estudo

Brasileiros são mais dispostos a trocar de operadora de celular (Foto: Getty Images)
Os consumidores brasileiros estão mais propensos a trocar de operadora de celular na comparação com clientes de outros países, segundo estudo da fabricante Nokia.

De acordo com a pesquisa, divulgada nesta sexta-feira (23) à Reuters, 67% dos consumidores brasileiros mudaram de operadora nos últimos cinco anos, enquanto 48% mostraram-se dispostos a mudar nos próximos 12 meses. No mundo, essa taxa é inferior a 40%. Em países como Rússia e Estados Unidos, é de cerca de 27%.

De acordo com Fernando Carvalho, diretor de estratégia e desenvolvimento de negócios da Nokia para a América Latina, a percepção de qualidade é fator determinante para a decisão de trocar de operadora. "Isso acontece ao mesmo tempo em que o cliente vai ficando mais sofisticado", disse. "O cliente brasileiro vai se aproximando do comportamento de clientes europeus ou norte-americanos."

A pesquisa ouviu 1.008 usuários de smartphones, feature phones (celulares básicos) e tablets no Brasil. No total, foram ouvidos 12 mil usuários de 11 países: Brasil, Itália, Espanha, Canadá, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos, Rússia, China, Quênia e México.

Retenção
A qualidade é principal fator de retenção para 41% dos consumidores, contra 29% em países considerados maduros em telefonia móvel (caso dos EUA, Canadá e Reino Unido, por exemplo). A categoria preço e cobrança foi apontada como mais importante para 33% dos usuários no Brasil.
"Desde a privatização, as operadoras no Brasil estão em uma batalha por usuários. Então, a briga por qualidade é nova. E usuários agora estão dispostos a pagar mais por isso, o que até então não tínhamos visto", disse Carvalho.
Segundo o executivo, é mais fácil para as operadoras disputarem usuários no quesito preço, pois para ter mais qualidade são necessários investimentos maiores em rede, que levam anos para serem concluídos.
"As operadoras no Brasil investem [em redes] no mesmo patamar das operadoras no exterior, de 17% a 19% da receita de serviços", declarou Carvalho. "Mas o desafio é que crescemos mais rápido em usuários nos últimos anos e talvez tenhamos uma dificuldade maior de lançar sites [antenas] do que outros países."
Heavy users
Segundo o levantamento, o percentual de usuários constantes de dispositivos móveis, os chamados "heavy users", subiu de 57% no Brasil em 2012 para 64% em 2013. Em 2011, esse índice era ainda menor, de 46%.
Em países desenvolvidos como a Inglaterra, esse percentual é semelhante ao brasileiro, de 66%. Nos Estados Unidos, o percentual é de 75%, enquanto na Coreia do Sul fica em 84%.
O levantamento entende como "heavy user" o consumidor que utiliza ao menos dois dos seguintes serviços, uma vez por semana, em um dispositivo móvel: videochamada, mensagens instantâneas e chat, navegação na internet, download ou upload de arquivos, jogos online, pagamento móvel, TV móvel, serviços baseados em localização, GPS e ou aplicativos de realidade aumentada.
Do total de heavy users, 24% utilizam downloads, uploads e streaming quase diariamente. Além disso, três em cada cinco usuários brasileiros usam aplicativos em seus celulares, sendo e-mail, Facebook e Google os mais populares.
Internet
A pesquisa apontou também que 63% dos usuários brasileiros de banda larga móvel utilizam celulares como principal telefone, dentro e fora de casa. De acordo com a pesquisa, 82% são usuários de serviços pré-pagos.
Um terço do consumo de dados ocorre por meio de banda larga móvel e dois terços por meio de redes sem fio Wi-Fi.

Fonte: Reuters / Miséria
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