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Ceará registra maior volume de chuva em relação a 2013

Na avenida Abolição, no Meireles, a água impedia a passagem de quem tentava atravessar e dificultou o trânsito (Foto: Mauri Melo)
Em fevereiro e março deste ano, choveu 173% a mais em Fortaleza e 78% no Ceará do que no mesmo período do ano passado. Mesmo assim, as chuvas registradas são abaixo da média histórica do Estado e da Capital. Em abril, Fortaleza já acumula 78,2 milímetros (mm) de chuva. Apenas ontem, choveu 41 mm (até as 7 horas) na Capital. O índice deixou Fortaleza entre os 10 municípios com as maiores chuvas do dia no Estado.

Em decorrência da chuva persistente, que começou ainda na madrugada, a Defesa Civil registrou 43 ocorrências até o meio-dia na Capital. A maioria nas Regionais V e I. Alagamentos (19) e riscos de desabamentos (14) foram as ocorrências mais atendidas, além de três desabamentos.

A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC) registrou oito semáforos apagados, três alagamentos, 64 colisões, sendo 16 com vítimas, além de dois atropelamentos e duas árvores caídas nas vias durante o dia.

Reclamações
Entre quem precisou enfrentar as vias da cidade as reclamações foram muitas. Muitos foram os pedestres vistos fugindo da água e da lama jogadas pelos carros, além de veículos desacelerando para transpor pontos com acúmulo de água, motociclistas com capas de chuva ou sob marquises esperando o tempo mudar.

Na avenida Abolição, próximo ao cruzamento com a rua Oswaldo Cruz, no Meireles, a água impedia a passagem de quem tentava atravessar e dificultou o trânsito, causando uma colisão entre um carro e um caminhão. “A forte chuva atrapalhou porque eu não conseguia ver nada na minha frente, só água”, explica a condutora do carro, Neide Alencar.

Turistas de Portugal, Delfina e José Santos enfrentaram dificuldades ao tentar fazer um passeio matinal em direção à Praia de Iracema. No meio do caminho, eles ficaram ilhados em cima do banco de uma parada de ônibus. “Isso seria cômico se não fosse trágico”, disseram.

Na avenida Heráclito Graça, entre as ruas Ildefonso Albano e Antônio Augusto, local de recorrentes alagamentos, vários carros precisaram esperar que a água da chuva recuasse. Solange Holanda e Valéria Correia, vendedoras de um comércio em frente ao ponto de alagamento, reclamaram da situação. “Os clientes sabem que aqui não dá pra passar e assim continua, sem solução”, comentou Solange. Agentes da AMC foram ao local regularizar o trânsito e alertar os motoristas.

Transbordamentos
Duas saídas de esgoto transbordaram na avenida Beira Mar, no cruzamento com a rua Tereza Hinko, no Mucuripe. A via ficou parcialmente alagada, o que deixou o trânsito lento. De acordo com vendedores que passavam no local, o problema se repete todos os anos nos dias chuvosos. Enquanto a reportagem do O POVO esteve na área, nenhuma equipe da Cagece foi vista solucionando o problema.

Fonte: O Povo / Miséria
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