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Cresce 25% o volume de recursos aplicados no Ceará

O volume de recursos do Banco do Nordeste (BNB) aplicado no Ceará cresceu 25% em 2013, ante 2012. Atingiu R$ 4,5 bilhões, anunciou o titular da Superintendência Estadual do Ceará do BNB, João Robério de Messias. Ele, juntamente com o presidente interino, Nelson de Souza, e diretores apresentaram os resultados financeiros do ano passado em entrevista coletiva.

O volume direcionado ao Ceará deixa o Estado na segunda colocação entre os que mais receberam recursos do Banco - cerca de 19,4% do total de R$ 23,2 bilhões emprestados aos estados no Nordeste, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo. A Bahia lidera.

“Os setores de comércio e serviço ficaram, juntos, com R$ 2,8 bilhões, cerca de 62% dos recursos totais. Era o esperado, em função do crescimento desses setores”, ressaltou o superintendente. Robério destacou também o que foi liberado de microcrédito, que atingiu R$ 1,8 bilhões. Estão seguindo a determinação da presidente Dilma Rousseff de investir nos micro e pequenos.

O resultado global de empréstimos do banco (R$ 23,2 bilhões) foi marcado pelo crescimento de 12,6% das operações de longo prazo, que representaram cerca de 61% do total contratado, cobrindo financiamento rurais, indústria, agroindústria, infraestrutura, comércio e serviço.

O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) chegou a R$ 12,7 bilhões, alta de 6,3% frente ao que foi financiado em 2012. O fundo foi 55% do total emprestado e 90% dos financiamentos de longo prazo concedidos pelo banco em 2013.

Denúncias

Sobre denúncias, auditorias e investigações no Banco, o presidente interino, Nelson de Souza, afirmou que há mais rigor na seleção dos seus quadros. Também há maior cobrança de dívidas.

“A recuperação de crédito do banco é grande sucesso de 2013. Foram R$ 2,47 bilhões recuperados, em 241.714 operações. Destas, 211.267 são de recursos do FNE e 30.447 dos demais. Desde 2012, a gente vem apertando a busca para recuperar esses créditos inadimplidos. Modificamos todo o modelo de risco de crédito”. Nelson ressaltou que o Banco não abrirá mão de recuperar seus créditos.

O diretor Financeiro e de Mercado de Capitais, Fernando Passos, revelou que o banco tem 135 mil ações de cobrança ajuizada ao longo de muitos anos.

Fonte:  O Povo / Miséria
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