Conheça a nossa Rádio | Conheça a nossa cidade

Região do Cariri lidera compra de milho para reduzir efeitos da seca

Governo arrecadou cerca de R$ 5 milhões com a venda do grão (Foto: Divulgação)
Das 30 mil toneladas de milho doadas pelo Governo Federal ao Estado, que foram distribuidas de junho a outubro de 2013, os agricultores cearenses da Região do Caririforam os que mais adquiriram o incentivo, com a compra de mais de 3 mil toneladas de milho. Ao todo, 3.547 produtores foram atendidos em 28 municípios da região.
Em todo o Estado, cerca de 32 mil produtores, a maioria familiares, em 176 municípios receberam parte das 30 mil toneladas de milho. Somente no município de Tauá, a 320 quilômetros de Fortaleza, 1.453 produtores compraram mais de uma tonelada e meia de milho, sendo a cidade que mais adquiriu grãos.
Segundo o secretário de Agricultura do Estado, Nelson Martins, o Estado do Ceará foi o primeiro do Nordeste a finalizar a distribuição, que corresponde a 47% da demanda de cada cidade. Ele afirma ainda que outras 60 mil toneladas deve ser distribuidas até fevereiro de 2014.
A expectativa agora é conseguir outras 30 mil toneladas para continuar o atendimento aos agricultores do Ceará. “O próprio Governador está negociando com a casa civil da Presidência da República”, disse Nelson.  A portaria já foi assinada na semana passada, pelos Ministérios da Fazenda, Agricultura e Planejamento autorizando a compra de mais 250 mil toneladas de milho para o Nordeste. 

Valor arrecadado será usado em investimentos

Entre o que foi arrecado com a venda do grão e gasto com o frete para a distribuição, restaram R$ 5 milhões e 26 mil para investimento na alimentação complementar do rebanho. “Já está em processo de licitação a compra de kits de irrigação e pivô central para a produção de forragem. É o que diz a legislação”, explicou o secretário.
A saca de 60 quilos de milho foi vendida a R$ 18,20 para os agricultores familiares e a R$ 21 para médios e grandes produtores rurais. A perda do milho durante o transporte foi de apenas 0,37%.

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria
Próxima página
« Página anterior
Próxima página
Próxima página »