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Índice de atividade do BC sugere retração de 0,12% no PIB do 3º trimestre

O forte crescimento do segundo trimestre não se sustentou e a atividade econômica apresentou leve retração entre julho e setembro, segundo estimativa do Banco Central. O IBC-Br ficou estável em setembro, apontando para uma retração de 0,12% da atividade econômica no terceiro trimestre.
O resultado veio pior do que projetavam os analistas, embora já houvesse uma expectativa de forte desaceleração da economia na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Também é inferior ao registrado no mês passado (0,09%).
O índice já foi considerado uma prévia do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), mas o desencontro entre o IBC-Br e os dados oficiais da economia fizeram os analistas olharem com cautela para os números.
Ainda assim, a projeção dos economistas é de que o IBGE também divulgará, no início de dezembro, um resultado fraco para o PIB no terceiro trimestre. O banco Itaú, por exemplo, espera uma queda de 0,3% da atividade econômica na comparação com os três meses anteriores.
A possibilidade de retração no trimestre já havia sido considerada pelo mercado após o dado positivo do segundo trimestre, quando o PIB superou as expectativas e fechou em 1,5%.
A consultoria LCA também vê possibilidade de leve retração no terceiro trimestre. O resultado, explica relatório da empresa, vai refletir uma queda na atividade da indústria de transformação, da agropecuária e uma retração no nível dos investimentos. O desempenho só não deve ter sido pior graças ao crescimento do setor de serviços, puxado pela recuperação do consumo, e da indústria extrativa, graças ao aumento da produção da Petrobras.

Editoria de Arte/Folhapress
Dados da indústria no terceiro trimestre confirmam a perda de dinamismo. A produção industrial desacelerou mais do que o previsto (0,4%) em meio aos estoques elevados no período. O setor produtivo, com alta de 4,4%, havia sido um dos principais responsáveis pelo resultado positivo do PIB no segundo trimestre.
Segundo o IBC-Br, a economia brasileira acumula expansão de 2,5% nos últimos 12 meses. Segundo levantamento semanal do BC, a projeção do mercado é que o ano terminará com essa mesma taxa e que o desempenho do PIB em 2014 será ainda pior, alta de apenas 2,11%.
Apesar do crescimento fraco, o governo enfrenta dificuldades para estimular a economia devido à inflação alta e à necessidade de reduzir os gastos para manter as contas públicas organizadas. Já o Banco Central deve continuar elevando os juros, hoje em 9,5%.
Fonte: Folha de São Paulo
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