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Sindicato dos Médicos do Ceará recomenda paralisar

Ontem, começou a segunda etapa do Programa Mais Médicos no Ceará, com 300 cubanos (Foto: Kleber Gonçalves)
O Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) está recomendando que os profissionais do Estado interrompam as atividades, hoje, entre as 15h e as 16h. O ato faz parte do dia nacional de protesto contra o programa Mais Médicos, convocado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), com apoio de sindicatos estaduais de todo o País. As informações são da Redação Web do Diário do Nordeste.

Entretanto, diz o presidente do Simec, José Maria Pontes, independentemente do horário da paralisação, "o importante é tirar uma hora do dia para conversar com os pacientes sobre as dificuldades das condições de trabalho da categoria, sem prejuízo no atendimento". A recomendação vale para médicos dos setores público e privado.

Estão previstas paralisações parciais do atendimento em vários estados, além de marchas e protestos nas ruas. A mobilização ocorre no mesmo dia em que a Medida Provisória (MP) do programa Mais Médicos entra na pauta de votação da Câmara dos Deputados.

Protesto
De acordo com José Maria Pontes, a intenção é "fazer um protesto de maneira responsável", disse. O presidente do Simec afirmou ainda que o governo federal está colocando a opinião pública contra os médicos, e os protestos são uma forma de reverter a situação. "Vamos procurar ganhar a população".

Com relação à votação da MP do programa, Pontes admitiu que a aprovação é certa. Contudo, os sindicatos continuarão lutando contra o "Mais Médicos". "Eles ganharam a batalha, mas não a guerra", disse.

Enquanto isso, ontem pela manhã, começou a segunda etapa do Programa Mais Médicos no Ceará, na Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), no bairro Meireles. A aula inaugural para os 300 médicos cubanos teve a participação do secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes, e do secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro.

A segunda etapa do programa federal terá duração de 21 dias, e os médicos com diplomas no exterior assistirão aulas teóricas sobre saúde pública brasileira e Língua Portuguesa.

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria

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