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Operadoras de celular têm 17 mil queixas no Estado do Ceará

Ainda que muitos usuários deixem de recorrer ao poder público para denunciar as falhas apresentadas pelas operadoras de telefonia móvel, a insatisfação dos cearenses quanto ao serviço oferecido pelas companhias teve forte reflexo nas queixas feitas à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

No primeiro semestre deste ano, as 17.278 reclamações feitas pelos usuários do Estado representaram um aumento de 39,1% em relação a igual período de 2012, quando foram registrados 12.421 protestos por parte dos cearenses.

Em menor proporção, o Brasil também registrou avanço na quantidade de queixas, as quais saltaram de 511.719, no primeiro semestre de 2012, para 664.364 nos seis primeiros meses deste ano, representando aumento de 29,8%.

Nesse mesmo intervalo, a participação do Estado no total de protestos contra as operadoras de telefonia móvel também cresceu. De janeiro a junho de 2012, 2,4% das reclamações foram feitas pelos cearenses. Em igual período deste ano, o número aumentou para 2,6%.

Considerando apenas agosto último, a participação do Ceará aumentou novamente, para 2,8% do total de 274.598 protestos feitos em todo o País. Com 7.733 queixas feitas à Anatel apenas naquele mês, o Ceará foi o nono estado com o maior número de reclamações contra o serviço de telefonia móvel.

Poucos acionam agência
Segundo a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, o número de reclamações feitas à Anatel não reflete a quantidade verdadeira de usuários insatisfeitos, uma vez que muitas pessoas preferem não acionar a agência. Um dos motivos para isso, destaca, é o fato de muitos dos problemas apresentados à Anatel terem resolução demorada, sendo comum os usuários recorrerem às redes sociais, por exemplo, e alcançarem mais rapidamente seus objetivos.

Ela acrescenta que a agência deveria ser mais incisiva na cobrança da melhoria do serviço, além de exigir que as operadoras só se proponham a atender o número de clientes compatível com sua capacidade.

Ainda assim, frisa Maria Inês, o ideal é que o usuário registre sua queixa junto à agência reguladora. "Se a pessoa deixa de fazer a reclamação, o problema deixa de existir, há menos dados estatísticos e fica mais difícil o monitoramento", aponta.

Mais informações
As reclamações podem ser feitas pelo telefone 1331, de segunda a sexta-feira, ou através do site http://www.anatel.gov.br/

JOÃO MOURAREPÓRTER

PROTAGONISTA

Preço elevado também gera insatisfação

Falhas como ligações não completadas e quedas nas chamadas, embora aconteçam com frequência, "não chegam a incomodar" o analista de crédito Tibério Soares, 42. Contudo, ele se diz insatisfeito com o preço cobrado pelo serviço, que está longe do ideal. Para Tibério, um dos motivos que contribuem para as falhas é o quadro insuficiente de funcionários na Anatel, diante do aumento expressivo do numero de usuários.

Fonte: Diário do Nordeste / Miséria

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