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Leitor de digital do novo iPhone aponta para um futuro sem senhas

Anunciado na semana passada, o iPhone 5s chegará às prateleiras americanas nesta sexta-feira (20). Ele será equipado com um leitor de impressão digital que pode ser usado para substituir a senha em tarefas como o desbloqueio do celular e, com um simples toque, compras no iTunes.
Para alguns, esse lançamento pode significar o começo do fim da senha, tida como inconveniente e insegura, para autenticação.
Conheça alternativas atuais e futuras às senhas
Esse leitor biométrico --embutido no botão frontal do iPhone-- escaneia um polegar ou um indicador com seu sensor de 500 pontos por polegada (leitores avançados chegam a 1.000 ppi) e o compara às impressões que foram cadastradas.
A empresa diz que toda a informação é criptografada, o que impediria que um hacker tivesse acesso às impressões digitais mesmo que invadisse o smartphone.

Alternativas à senha

NYMI (getnymi.com) Pulseira que detecta o ritmo cardíaco --único a cada pessoa, segundo a fabricante-- e se comunica a outros dispositivos por Bluetooth para afirmar a identidade do usuário
DISPONÍVEL? Em regime de pré-venda, por US$ 79. Primeira leva de produtos está prevista para o começo do ano que vem
Por ler "camadas abaixo da pele", o sistema também evita que seja usado um dedo falso (de silicone) ou um que tenha sido arrancado do corpo.
Caso o celular fique 48 horas sem ser usado, o desbloqueio só pode ser feito por meio de uma sequência numérica definida pelo dono.
"Não espere que o sistema seja perfeito", disse a Apple ao "Wall Street Journal". Ele pode apresentar falhas de identificação, em especial com dedos molhados ou suados. Digitais fracas por natureza ou por causa de acidentes também são um problema.
Sobre privacidade, a empresa garante que toda a informação do sistema é armazenada somente no dispositivo --não é vinculada a uma conta on-line-- e não pode ser acessada por aplicativos.
MAIS SEGURO?
Apesar de ser uma novidade, o sensor biométrico do iPhone 5s não é uma surpresa: há rumores sobre sua existência desde julho do ano passado, quando a Apple comprou a AuthenTec, empresa responsável pela tecnologia, por US$ 356 milhões.
Dois meses depois, foi descoberta uma falha em um software dessa mesma companhia, que expôs potencialmente milhões de donos de PCs com leitor biométrico fabricados por Dell, Sony e pelo menos outras 14 marcas.
Em vez de aumentar a segurança, o programa estava exibindo as senhas de seus usuários --não há indícios de que haja relação entre esse software e o do novo iPhone. A Apple não quis comentar.
"Não costuma demorar para alguém encontrar algum modo de contornar um sistema desses", diz Alexandre Fernandes de Moraes, professor da Unifieo, autor de uma pesquisa sobre sistemas biométricos em aeroportos --os quais considera "extremamente seguros". "Tudo que envolve biometria é uma boa iniciativa para a segurança."
"Sua digital não é um segredo --você a deixa em todo lugar que toca", escreveu em artigo o especialista Bruce Schneier. Para ele, contudo, a autenticação por toque é um "bom equilíbrio entre segurança e conveniência".
Empresas donas de alternativas à senha, como as que bancam o site petition againstpasswords.com, elogiaram o lançamento.
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