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Manifestação reúne milhares de pessoas em Fortaleza

Milhares de pessoas em Fortaleza aderiram à onda de manifestações que têm sido registradas em várias cidades do país. Na capital cearense, a concentração se deu na região próxima à Arena Castelão, local do jogo entre Brasil e México, pela Copa das Confederações.



De acordo com as Polícias Rodoviárias Federal e Estadual, cerca de 50 mil pessoas ocupam um dos principais acessos ao estádio. Entoando gritos de guerra, portando cartazes, os manifestantes cearenses se somam aos inúmeros protestos realizados em todo o país.

Por volta das 10h da manhã, apesar do forte aparato policial - com Batalhão de Choque, Cavalaria, Comando Tático Motorizado (Cotam), Tropa de Elite da Polícia Militar do Ceará (Raio) e Ronda do Quarteirão - e os bloqueios impostos pela organização do evento, a manifestação iniciou de forma pacífica. O confronto entre policiais e manifestantes começou quando um grupo incendiou uma viatura da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC). Balas de borracha, spray de pimenta e gás de efeito moral foram utilizados para tentar dispersar a multidão.

Uma integrante foi ferida na perna com bala de borracha e é atendida pelos manifestantes. Outras três pessoas foram atingidas pelos artefatos policiais entre elas, o jornalista Pedro Rocha, que está cobrindo a manifestação pelo Comitê Popular da Copa e pela produtora Nigéria Filmes. Atingido no olho, ele passa bem.

Mais

Os manifestantes se organizaram pela rede social Facebook para o protesto “+ Pão - Circo - Copa para Quem?”.

O grupo protesta contra gastos excessivos para a realização da Copa do Mundo e cobra melhorias nos serviços de educação, transporte público, segurança e saúde.

Os organizadores do movimento divulgaram uma carta que será encaminhada ao governador Cid Gomes durante o protesto.

Opiniões

“O direito à manifestação é assegurado pela Constituição e é essencial à verdadeira cidadania. Violência contra manifestações não combina com democracia. Lutamos durante muitos anos para que o povo brasileiro tivesse direito de se expressar, se manifestar, levantar sua voz para mudar a sociedade. A juventude que ganha as ruas merece respeito, na luta que se renova, por um Brasil melhor. Este é um momento importante para discutir a realidade da comunicação no Brasil, a forma como as manifestações foram abordadas no início e como estão sendo mostradas agora, pelos meios de comunicação. Assim como o papel da Internet, das redes sociais, ajudando na mobilização de tantas pessoas que saem do computador e vão pra rua, se manifestar, defender suas bandeiras”.
Chico Lopes, deputado federal.


“As eleições vêm por aí e essa é a hora do debate para fazermos o nosso País avançar. Nada de retroceder, nada de dar passos atrás. Não. Vamos dar passos adiante. Queremos avançar mais, queremos uma nova arrancada que coloque o Brasil no lugar que ele precisa estar como a quinta maior nação do mundo e a quinta maior população do Planeta. É esse o nosso objetivo”. E prosseguiu: “Vamos mobilizar o povo para avançar mais; vamos mobilizar o povo para que não deixemos o País retroceder. O que nós queremos é a construção da sociedade socialista mais avançada, mais progressista, mais democrática”.
Inácio Arruda, senador.


“Parecia uma manifestação pontual, mas transbordou no significado dos fatores que levaram as pessoas para as ruas. Não podemos deixar de escutar a voz dos manifestantes. Observamos um movimento progressista e reconhecemos a luta pelos direitos. A grande maioria está com a vontade de se manifestar pacificamente. Poucos fizeram bagunça”.
Lula Morais, deputado estadual

De Fortaleza,
Carolina Campos


Foto: G1/CE / Portal Vermelho
 
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